29 janeiro 2009

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.

Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.

Gastamos mais, mas temos menos.

Nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores.

Mais conhecimento e menos poder de julgamento.

Mais medicina, mas menos saúde.

Bebemos mais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente.

Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais... Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência. Apren

demos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.

Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.

Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.

Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta, de homens altos e caráter baixo, de lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Mais lazer, mas menos diversão.

Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis e moralidade também descartável; e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

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